terça-feira, 30 de abril de 2013

sexta-feira, 20 de abril de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Gratidão também influência

Todas as vezes que você agradece influencia alguém. Como de costume, entrei no açougue, encomendei um quilo de carne para o almoço e após pagar disse a dona do estabelecimento: “Muitas vezes eu deixo de comprar carne nos mercados para comprar de vocês. A carne é a mesma, mas o atendimento é diferenciado”. No mesmo momento a mulher abriu um sorriso tão grande que a lágrima rolou na sua face. Ela ficou em estado de choque e não conseguiu falar, foi para detrás de uma porta e não mais saiu.

Como pôde um gesto tão simples provocar uma reação tão grande? Exatamente porque as pessoas estão acostumadas o dia inteiro a ouvir reclamações, “encheção de paciência”, dedo em riste, “pancada psicológica”, depreciações, etc.

Você já notou aquelas pessoas que só fazem brincadeiras depreciando o defeito alheio? Veja bem este tipo de gente só brinca colocando uma dificuldade, uma falta, um defeito físico, um defeito de comportamento das outras pessoas.

No momento as pessoas riem, mas logo em seguida vem o desgosto, a vergonha e a tristeza por ter ouvido aquilo ao seu respeito. O pior é a falsa frase que alguém inventou e todos acreditam, menos eu, que diz; “Toda brincadeira tem um fundo de verdade”. Porém eu discordo veementemente, pode ser que algumas brincadeiras sejam “encomendadas” e estas sim, trazem uma intenção de denegrir, depreciar e humilhar pessoas. Entretanto, nem todas  as brincadeiras são assim. Algumas soam sadias e eu acho que não devemos parar de brincar, todavia temos que analisar “com quem” e “com o quê” estamos brincando, concorda?

A gratidão é bem vinda em qualquer situação, em qualquer ambiente, com qualquer pessoa.

Quando eu decido agradecer, automaticamente o meu ambiente a minha volta fica contagiado por um ar de bondade, simpatia e esperança. Por não sabermos o poder que há na gratidão perdemos de yter um ambiente propício a nossa volta.

Da mesma forma que a gratidão, a  ingratidão também é influencia

Há um fator no Brasil que tenho me preocupado. Você tem ido ao banco? Ou seja, enfrentado filas? Ali tem sido um grande termômetro para medir a educação de alguns do nosso povo brasileiro. Tenho notado que raramente alguém diz “obrigado”, “bom dia”, e principalmente uma palavra que anda bem esquecida: “Com licença”. Já aconteceu muitas vezes de estar em pé na fila e alguém vir em minha direção, como rosto mau humorado e passar quase “arrancando os botões da blusa que eu usava”, sem ao menos dizer “com licença, por favor”. Ah , eu já ia me esquecendo do “por favor”, é outra palavra extinta do nosso vocabulário da rua.

Sabe o que eu penso? Alguns fatores tem sido os responsáveis pelo nosso povo brasileiro viver com o rosto de mau humor nas filas, reclamando do sistema, do governo, etc. e ter esquecido as palavras poderosas: “Obrigado”, “Com licença” e “por favor”.

Fator no.1 – A Irresponsabilidade da imprensa brasileira

Os nossos noticiários são, em 87%, baseados na desgraça alheia. Nossos repórteres, em sua maioria, são sisudos, passam um ar de preocupação. Todos os dias nossos lares recebem cargas e mais cargas de “lixo televisivo” e fatalmente esta influência acaba desaguando em cima do psíquico do povo. Tudo isto tornar-se uma cadeia de influência que vai ser transmitida no dia seguinte em todos os segmentos da sociedade, inclusive na famosa fila do banco.

Lembro-me que quando aconteceu o deslize do setor imobiliário americano, meu Deus, o que a imprensa brasileira provocou de desespero, desconforto e desestabilização na sociedade brasileira, você não tem noção. Na verdade eu morei nos EUA durante 11 anos e conheço muito bem o povo e o sistema financeiro do governo.

Os americanos são bem protegidos em relação ao dinheiro, não vai ser uma crisezinha isolada em um setor da sociedade que vai fazer um caos em tudo, entretanto, para imprensa brasileira foi o fim do mundo, deixando todos em polvorosa e provocando demissões de pessoas que não tem nada a ver com os EUA.

Desta forma, os especuladores aproveitaram para subir preços, mandar gente embora sem necessidade, não pagar
“em virtude da crise”, e por ai a fora a lista é grande. Percebe? Até parece que há uma entidade demoníaca agindo na imprensa brasileira para forjar um povo mal educado, reclamante, mau-humorado e ingrato.

Fator no. 2 – A irresponsabilidade dos pais no ensino doméstico

O problema maior é o berço. Sim, a situação está vindo desta forma de acordo com a educação que os pais estão dando aos filhos. Sabe quem educa a maioria dos filhos brasileiros? Os programas de criança com as (os) famosas (os) babá eletrônicos ou aqueles desenhos cheios de violência, promiscuidade e rebeldia.

Eu estava vendo alguns canais e encontrei um desenho interessante, aliás, todos eles são interessantes. Neste desenho dois meninos discutiam como chamar atenção das meninas. Então um amigo disse para o outro: “a melhor forma de chamar atenção das meninas é se vestir como menina e ficar no meio delas”.  O outro amigo foi então e se vestiu de mulherzinha para ficar no meio das garotas.

Aquilo estremeceu meu corpo! Fiquei sem fala e estarrecido! Eu estou falando de um desenho com crianças de 7 a 10 anos. Outro dia o Governo de São Paulo recolheu literaturas tidas como oficiais nas escolas públicas cheias de sexualidade irresponsável.

O Deputado Magno Malta atualmente faz uma excelente e verdadeira caça aos pedófilos do país e nunca teve tantos como agora, meu Deus, onde vamos parar? O problema é que estas aberrações estão sendo feitas por pessoas adultas, que já vieram dos seus lares carregando a má criação ou a formação do abandono.

Os pais não ensinam mais seus filhos, eles crescem abandonados dentro de uma sociedade onde a criança tem sido algo de violência, promiscuidade, pedofilia e descaso familiar. Os pais devem repensar sobre o seu papel de preparar o filho para uma sociedade corrompida, educar com a formação básica do caráter: não mentir, ser educado e usar as palavrinhas poderosas: “Muito obrigado”, “De nada”, “Com licença”, “Por favor”, “Desculpe”, “Como posso servir?”, “Bom dia, Boa tarde e boa noite”, etc.  

Outro dia, conversando com minha Tia Danise Dagmar, aproveitei o ensejo, porque ela é professora de Universidade em São Paulo, já desenvolveu muitos projetos ligados a criança através de ONGs e do Estado, e disse que seria importante se ela fosse ao governador e contribuísse com uma idéia para que o ensino público inserisse a  educação básico na grade histórica escolar pelo simples fato de que os pais não estão mais dando educação aos seus filhos. Portanto, todos  os anos recebemos profissionais formados em universidades que são tremendos talentosos em sua área, porém não conseguem usar um “por favor”, exatamente porque ninguém poder dar o que não possui.

Fator no. 3 – A Igreja tem falhado em sua missão integral

Tenho visto milhares de cultos e programas de televisão. Inclusive com a explosão definitiva do movimento pentecostal, vejo até coisas que passam dos limites, no entanto, tenho percebido que a igreja tem se preocupado mais com o “fogo do céu”que com a “realidade da terra”. Muita gente pulando, dançando, gesticulando, falando alto, e eu também sou desta turma, entretanto, o exagero não pode subestimar o bom-senso. Eu estava na casa de um irmão e de repente soou uma “buzina nervosa” lá fora. De fato eu parei o carro em uma posição bloqueou a rua que já era curta. Peguei as chaves e sai imediatamente para remover o veículo, quando fui chegando a porta para abrir, o rapaz de dentro do outro carro fez gestos obcenos e pelo mover dos seus lábios  tudo me levou a crer que ele estava proferindo algumas palavras de baixo calão. Fiz um sinal de calma e removi meu carro.

Quando voltei para casa do meu amigo, veio o choque, meu amigo disse: “Pastor Elizeu, este senhor que fez tudo isto é crente!”  Eu quase cai sentado! Como pode uma pessoa que diz que serve a Deus agir desta forma? Tenho certeza que na igreja dele, ele pula, bate palma, diz que viu a Deus, que Deus falou com ele, mas a educação, a gratidão é zero.

O que significa isto? As  igrejas tem falhado em forma uma cultura de educação no povo. Nós temos a oportunidade de receber milhões de pessoas em nosso cultos semanalmente e ficamos tão preocupados em trazer Deus as pessoas que nos esquecemos que ainda vivendo e interagimos nesta terra.

Acho um desperdício ver templos enormes para 3 e ate 4 mil pessoas e estas mesmas denominações não possuir um educandário, uma escola de ensino médio e fundamental pelo menos. Nosso  filhos são levados ao matadouro espiritual todos os dias nas escolas que, sem compromisso com as virtudes do cristianismo, depositam lixo após lixo na cabeça dos nossos filhos. Há muitas escolas públicas onde professores publicamente confessam seu homossexualismo e até trazem namorados para sala de aula. Que vergonha, onde vamos parar?

A igreja deveria repensar sobre o seu papel sobre a sociedade e ser um canal de formação educacional com princípios bíblicos. A Pastora Joana D’arc  da Igreja Batista de Danbury, EUA, disse: “Uma  criança mal formada é um adulto mal resolvido”.