By Elizeu Gomes
Quem nunca recebeu um “muito obrigado?” Esta é única expressão que existe em todos os idiomas do mundo. É um reconhecimento que alguém realizou algo tão importante que nos encurvamos diante daquela iniciativa. Segundo o dicionário Aurélio, da língua Portuguesa, gratidão significa: “Reconhecimento por um benefício recebido; agradecimento: dar provas de gratidão”.
Todos nós, independentemente de cor, raça, religião, língua, concordamos em um ponto: sabemos quando alguém foi ingrato. E como nos choca este tipo de situação. No Brasil há um adágio popular que diz: ”tal pessoa cuspiu no prato que comeu” ou seja, demonstrou ingratidão com quem lhe ajudou, não dando o devido reconhecimento. No decorrer deste livro, onde vou tratar profundamente do tema gratidão, você verá a importância de possuir um coração agradecido. Por outro lado, o tema parece muito comum, porque ao ler sobre o assunto, “A Cura pela Gratidão” alguém pode dizer: “já sei o que ele vai falar...” Entretanto o tema é muito mais complexo do que imagina-se. Há uma quantidade expressiva de informações que poderão transformar algumas atitudes pessoais e abrir um novo horizonte de realizações em sua vida.
Partindo da idéia que gratidão é agradecer por um benefício com o qual fomos agraciados, podemos ampliar esta visão entendendo que a gratidão não só é isto, como também, ela abre ou provoca milagres ao nosso redor.Um coração grato resulta em tornar uma pessoa espontânea.
Eu estava em Portugal quando precisei ir à Escócia. Como estava de carro, teria que passar através da França em todo o seu território. Ao perguntar como conseguiria um visto para passar pela França (naquela época os brasileiros precisavam de visto, hoje não é mais necessário), alguém respondeu que era difícil o brasileiro conseguir, além de ter um valor expressivo. Mesmo assim não me importei e me dirigi então ao consulado. Ao chegar ao estacionamento do prédio notei um carro, um Mercedes Benz, se aproximar. Dele saiu um senhor de idade avane vi quando a tampa do caput traseiro abriu-se. Quando percebi que estava sozinho e havia duas malas para carregar, me aproximei e ofereci ajuda. Ele prontamente aceitou, peguei as duas malas e o acompanhei. Para minha surpresa ele estava indo também ao 2º. Andar, o local do consulado Francês. Maior surpresa ainda, quando a porta do elevador abriu-se, ele dirigiu-se ao consulado. Ao entrar no recinto, todos os funcionários levantaram e disseram: “Bom dia Cônsul!”. Eu quase caio de costas. Estava carregando as malas do cônsul da França e não sabia. Ele olhou para mim e perguntou se eu necessitava de alguma coisa do consulado e afirmei que precisava de um visto para atravessar o país. Na mesma hora ele falou a um funcionário: “Conceda o visto e não cobre nada, é uma cortesia do Governo da França”. Aleluia! A gratidão cria em você uma atitude espontânea e isto traz benefícios ao seu comportamento.
Completar e não competir. Gratidão é parar para pensar que, neste mundo, não estamos sozinhos, cada um completa o outro, somos parceiros e cúmplices, dependentes uns dos outros, nossas diferenças existem para nos completar e criar uma rede de benefícios mútuos, atitudes recíprocas e respostas de sinceridade. Bob Smith afirma: “Fomos criados não para competir e sim, para completar”. O que entendemos aqui é que, no que somos diferentes uns dos outros, é exatamente o que falta uns nos outros. O Apóstolo Paulo diz em sua carta endereçada aos Romanos: “E se todos fossem a orelha...” Esta máxima paulina demonstra o quanto é importante a idéia da complementação, da unidade, da comunização de nossos talentos, idéias, serviços. Podemos transformar uma comunidade inteira através da expressão da mutualidade de serviços; Alguém disse ”as pessoas não se lembrarão do que você falou, porém, jamais esquecerão o que você fez”.
O vendedor de algodão doce. Meu irmão Davi e Eu, estávamos nos encaminhando para dar aula no seminário de nossa igreja, quando o nosso carro chegou a entrada do portão principal, precisaríamos sair do carro para abri-lo, assim que nos movimentamos para fazê-lo, um homem, segurando uma fieira de algodão doce, antecipou-se e abriu para nós. Eu percebi aquela generosidade e pedi que meu irmão parasse o carro. Olhei para aquele Sr., agradeci e perguntei como era a sua vida. Ele me respondeu que era aposentado e vendia diariamente algodão doce para complementar a despesa de alimentação para a família. Perguntei também se as vendas naquele dia teriam sido boas, ao que me respondeu ter sido um fracasso, foi o dia que menos vendeu no mês até aquele momento. Propus a ele me vender todos aqueles algodão doce para distribuir aos meus alunos. Ele encheu os olhos de lágrimas, eu entreguei o dinheiro e disse a ele: “nunca deixe de ser espontâneo. O Sr. construirá um campo de força capaz de trazer benção como esta ao seu redor...continue assim, o Sr. me mostrou ser um homem grato. Continue abrindo os portões da vida para as pessoas”. Foi uma experiência marcante para mim e para o meu irmão.
Veja bem, ele não estava se culpando porque não tinha vendido nada aquele dia. Simplesmente ele ignora a sua falta financeira e corre para abrir um portão. O que eu vejo aqui?:
Completar e não competir. Gratidão é parar para pensar que, neste mundo, não estamos sozinhos, cada um completa o outro, somos parceiros e cúmplices, dependentes uns dos outros, nossas diferenças existem para nos completar e criar uma rede de benefícios mútuos, atitudes recíprocas e respostas de sinceridade. Bob Smith afirma: “Fomos criados não para competir e sim, para completar”. O que entendemos aqui é que, no que somos diferentes uns dos outros, é exatamente o que falta uns nos outros. O Apóstolo Paulo diz em sua carta endereçada aos Romanos: “E se todos fossem a orelha...” Esta máxima paulina demonstra o quanto é importante a idéia da complementação, da unidade, da comunização de nossos talentos, idéias, serviços. Podemos transformar uma comunidade inteira através da expressão da mutualidade de serviços; Alguém disse ”as pessoas não se lembrarão do que você falou, porém, jamais esquecerão o que você fez”.
O vendedor de algodão doce. Meu irmão Davi e Eu, estávamos nos encaminhando para dar aula no seminário de nossa igreja, quando o nosso carro chegou a entrada do portão principal, precisaríamos sair do carro para abri-lo, assim que nos movimentamos para fazê-lo, um homem, segurando uma fieira de algodão doce, antecipou-se e abriu para nós. Eu percebi aquela generosidade e pedi que meu irmão parasse o carro. Olhei para aquele Sr., agradeci e perguntei como era a sua vida. Ele me respondeu que era aposentado e vendia diariamente algodão doce para complementar a despesa de alimentação para a família. Perguntei também se as vendas naquele dia teriam sido boas, ao que me respondeu ter sido um fracasso, foi o dia que menos vendeu no mês até aquele momento. Propus a ele me vender todos aqueles algodão doce para distribuir aos meus alunos. Ele encheu os olhos de lágrimas, eu entreguei o dinheiro e disse a ele: “nunca deixe de ser espontâneo. O Sr. construirá um campo de força capaz de trazer benção como esta ao seu redor...continue assim, o Sr. me mostrou ser um homem grato. Continue abrindo os portões da vida para as pessoas”. Foi uma experiência marcante para mim e para o meu irmão.
Veja bem, ele não estava se culpando porque não tinha vendido nada aquele dia. Simplesmente ele ignora a sua falta financeira e corre para abrir um portão. O que eu vejo aqui?:
1. Ele se antecipa a ajudar. Ou seja, ninguém precisou dizer: “Hey fulano? Abre o portão, por favor?”. Ele apenas se antecipou e criou uma situação de gratidão;
2. Ele não descarregou sua aparente decepção descontando em desfavores. O que vemos geralmente em repartições públicas, comércio em geral e atendimentos nas lojas? Pessoas mal humoradas, trazendo de suas casas, todos os seus problemas e descarregando em pessoas que nada tem haver com sua situação. Estima-se que a maior causadora de evasão de clientela é o mal atendimento;
3. Ele não estava “interessado” em gorjetas, porque foi o que ele demonstrou. Abriu o portão e continuou sua jornada. Eu fui quem o chamei. A pessoa grata não deseja “tirar proveito” em cima de outras pessoas. Ela faz com gratidão sem esperar receber nada em troca. John Wesley disse: “o amor verdadeiro é o incondicional”.
Está evidente que Deus nos permitiu nascer para cumprir um propósito. Todos vimos a terra para um propósito. Ninguém nasceu por acidente, obra do acaso, surpresa social. Todos nós, sem exceção, temos uma missão de Deus para cumprir na face da terra. E o cerne desta missão é servir. Servir resume todo o pensamento cultural da gratidão. Servir é uma dignidade que já nasce inerente ao homem. Servir é dar-se, oferecer-se, e antecipar situações, completar o amigo, não é somente “dar a mão”e dá o coração. É reconhecer que se não influenciarmos pessoas e não impactar suas vidas, o mundo será pior, a vida será fadada a solidão, os laços de amizade serão rompidos, e a escassez do valor humano atingirá seu apogeu. Servir é a missão suprema do ser humano, é a virtude que mantém todas as outras protegidas, é a manutenção do bom-senso, é claridade de justiça sobre uma decisão, é deixar-se ser um instrumento de viabilidade divina na obscuridade humana. Servir é ser grato!
Quem tem uma espontaneidade serviçal possui um compromisso fundamental com a construção de uma sociedade mais polida. Lembro-me que perto de minha casa em Waterbury, Estado de Connectcuti nos EUA, notei que ao ir no Wal-mart, os crachás dos funcionário tinham alterado a frase: “How Can I help you”(como posso ajudar) por “How can I serv you?”(como posso lhe servir). Cheguei perto de um funcionário e perguntei qual o motivo da mudança de frase. Ele me disse que era a nova política da empresa e que servir é mais que ajudar. Aquilo me impactou. Sim, na verdade “dar uma força”é algo muito pobre em relação ao servir. Ajudar é participar, servir é se envolver. Ajudar é uma ponte, servir é uma estrada. Ajudar é coisa do momento, servir é eterno. Ajudar é mostrar atenção, servir é mostrar compromisso. Ajudar é dividir o peso, servir é carregar o peso.
Como posso esquece-me do Abel? Quando fui o Pastor-Sênior da Logos International Church (Comunidade Logos Internacional) nos EUA, eu conheci uma das pessoas mais importante do planeta: O Abel. Um jovem casado com uma mulher espetacular também, a Áurea. Donos de uma simpatia invejável. Algumas de suas atitudes me chamavam atenção. Primeiro, eu nunca vi, enquanto pastoreei por 7 anos aquela igreja, o Abel triste e cabisbaixo. Seu apelido na entre os irmão era : “carregador de piano as 2 das manha no 3º. Andar”. Abel se antecipava, descobria o que alguém precisava e fazia, arrumava empregos, empurrava carros, limpava a neve antes do culto, conferia as portas fechadas depois do culto, carregava os utensílios da cantina e se visse alguém triste contava uma piada. Pensa agora em uma pessoa amada pela igreja, este era o Abel. Muitas vezes ele percebia minha tristeza em relação a algumas pessoas que só promoviam confusão na igreja (os chamados “big dealers”, por tudo faziam reuniões, careações, discussões, em fim, estes vieram a terra com o propósito único de “infernizar”a vida das pessoas), ele entrava no meu gabinete, abria aquele sorriso largo e dizia: “então pastor, vamos fazer um lanche?”.
Até hoje ele me deve um prato típico do Mato Grosso “quibebe”. Abel era esta pessoa que contagiava toda a igreja. Fiel nos dízimos, na presença aos cultos, era aquela pessoa na qual o apostolo Paulo se refere como “irrepreensível”. Abel pode me mostrar que o ser humano só se completa quando consegue servir com amor ao seu semelhante.
2. Ele não descarregou sua aparente decepção descontando em desfavores. O que vemos geralmente em repartições públicas, comércio em geral e atendimentos nas lojas? Pessoas mal humoradas, trazendo de suas casas, todos os seus problemas e descarregando em pessoas que nada tem haver com sua situação. Estima-se que a maior causadora de evasão de clientela é o mal atendimento;
3. Ele não estava “interessado” em gorjetas, porque foi o que ele demonstrou. Abriu o portão e continuou sua jornada. Eu fui quem o chamei. A pessoa grata não deseja “tirar proveito” em cima de outras pessoas. Ela faz com gratidão sem esperar receber nada em troca. John Wesley disse: “o amor verdadeiro é o incondicional”.
Está evidente que Deus nos permitiu nascer para cumprir um propósito. Todos vimos a terra para um propósito. Ninguém nasceu por acidente, obra do acaso, surpresa social. Todos nós, sem exceção, temos uma missão de Deus para cumprir na face da terra. E o cerne desta missão é servir. Servir resume todo o pensamento cultural da gratidão. Servir é uma dignidade que já nasce inerente ao homem. Servir é dar-se, oferecer-se, e antecipar situações, completar o amigo, não é somente “dar a mão”e dá o coração. É reconhecer que se não influenciarmos pessoas e não impactar suas vidas, o mundo será pior, a vida será fadada a solidão, os laços de amizade serão rompidos, e a escassez do valor humano atingirá seu apogeu. Servir é a missão suprema do ser humano, é a virtude que mantém todas as outras protegidas, é a manutenção do bom-senso, é claridade de justiça sobre uma decisão, é deixar-se ser um instrumento de viabilidade divina na obscuridade humana. Servir é ser grato!
Quem tem uma espontaneidade serviçal possui um compromisso fundamental com a construção de uma sociedade mais polida. Lembro-me que perto de minha casa em Waterbury, Estado de Connectcuti nos EUA, notei que ao ir no Wal-mart, os crachás dos funcionário tinham alterado a frase: “How Can I help you”(como posso ajudar) por “How can I serv you?”(como posso lhe servir). Cheguei perto de um funcionário e perguntei qual o motivo da mudança de frase. Ele me disse que era a nova política da empresa e que servir é mais que ajudar. Aquilo me impactou. Sim, na verdade “dar uma força”é algo muito pobre em relação ao servir. Ajudar é participar, servir é se envolver. Ajudar é uma ponte, servir é uma estrada. Ajudar é coisa do momento, servir é eterno. Ajudar é mostrar atenção, servir é mostrar compromisso. Ajudar é dividir o peso, servir é carregar o peso.
Como posso esquece-me do Abel? Quando fui o Pastor-Sênior da Logos International Church (Comunidade Logos Internacional) nos EUA, eu conheci uma das pessoas mais importante do planeta: O Abel. Um jovem casado com uma mulher espetacular também, a Áurea. Donos de uma simpatia invejável. Algumas de suas atitudes me chamavam atenção. Primeiro, eu nunca vi, enquanto pastoreei por 7 anos aquela igreja, o Abel triste e cabisbaixo. Seu apelido na entre os irmão era : “carregador de piano as 2 das manha no 3º. Andar”. Abel se antecipava, descobria o que alguém precisava e fazia, arrumava empregos, empurrava carros, limpava a neve antes do culto, conferia as portas fechadas depois do culto, carregava os utensílios da cantina e se visse alguém triste contava uma piada. Pensa agora em uma pessoa amada pela igreja, este era o Abel. Muitas vezes ele percebia minha tristeza em relação a algumas pessoas que só promoviam confusão na igreja (os chamados “big dealers”, por tudo faziam reuniões, careações, discussões, em fim, estes vieram a terra com o propósito único de “infernizar”a vida das pessoas), ele entrava no meu gabinete, abria aquele sorriso largo e dizia: “então pastor, vamos fazer um lanche?”.
Até hoje ele me deve um prato típico do Mato Grosso “quibebe”. Abel era esta pessoa que contagiava toda a igreja. Fiel nos dízimos, na presença aos cultos, era aquela pessoa na qual o apostolo Paulo se refere como “irrepreensível”. Abel pode me mostrar que o ser humano só se completa quando consegue servir com amor ao seu semelhante.

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